O NAIPE EM FALTA
«Talvez o mais difícil não seja perdoar o outro no sentido moral, mas aceitar a sua liberdade. Não uma liberdade idealizada, mas crua, brutal. A liberdade de ser outro, de se extraviar, de olhar o mundo por uma lente que nunca alcançaremos. Vê-lo não é apenas fazer-lhe justiça, é reconhecer o seu mistério, a distância irredutível que nos separa. Há sempre um ponto onde tudo embacia, uma luz da percepção que se apaga. É aí, nesse intervalo onde a linguagem não chega, que pode nascer um amor sem exigências nem absolvição, capaz de acolher o que não se explica.» (pág. 78)
Sinopse
Hotel La Solitude, o primeiro romance do autor, organiza-se em três naipes. Ouros, Paus e Espadas. Irene, Luís e Vasco. O medo, a razão, o ímpeto. Nenhum inteiro, todos necessários.
Faltava um naipe. Copas. O que observa, contém e julga controlar.
O Naipe em Falta é esse quarto elemento. O autor entra em cena, deixa de fingir distância e aceita tornar-se matéria daquilo que escreve.
Três dias num hotel do interior, o mesmo quarto, uma câmara fotográfica, as personagens que insistem, o pensamento que não pára. O que emerge é confronto com o vivido e com a escrita. Fragmentário, contraditório, por vezes irónico ou absurdo.
O Naipe em Falta pode ler-se sem Hotel La Solitude. Mas quem conhece os três narradores do primeiro romance vai encontrá-los aqui de outra forma. Não como ficção, mas partes de quem os criou.
Ficha Técnica
Título: O Naipe em Falta
Autor: Vítor Leal Barros
Edição: Idioteque, 2026
ISBN: 978-989-36274-6-4
Depósito Legal: 568431/26
Dimensões: 240 x 162 x 7 mm
Páginas: 92
PVP C/ IVA: 13,50€ + portes de envio








